domingo, 20 de novembro de 2016

Meu ponto de partida

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Vesti a roupa mais confortável que encontrei na mala, calcei o tênis que não usava á séculos e peguei três dos vários livros não lidos da minha estante, juntei alguns trocados e parti. A única certeza que tinha era que devia seguir em via reta, eu conhecia meu novo ponto, de vários encontros passados, mas o caminho ainda era novo, e cheio de espinhos. Mas mesmo assim parti. E sou imensamente orgulhosa de mim mesma por isso.

Pra trás, abandonei as dores que me tiraram o sono por noites, o choro que travou meu sorriso e sempre deixava meus lábios trêmulos, nas minhas costas sentia que ficava a falsidade disfarçada de amiga, a traição e carinho que um dia julguei ser verdadeiro, deixei meu fardo, minhas dores, minhas desesperanças e decepções, minha língua estava doce. O medo ficou pra trás.

Me sentia como criança atrás do caça-tesouros no natal, leve, bem mais leve. Sorri. Ri. Ri com força, com prazer, com determinação, com esperança, o caminho foi abrindo, mostrando uma parte que nunca tinha visto, o caminho foi mostrando a saída, uma fissura diferente. O caminho, tão certo e instável, acolheu-me, e abrigou todos os meus sonhos. Porque você é capaz, sempre foi. Foi a primeira coisa que ouvi quando cheguei. Decidi simplesmente acreditar.

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