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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Mas, o que é feminismo?


Outro dia me vi metida em uma discussão acalorada com uma outra garota sobre o que é feminismo, e o quanto na visão dela, feminismo está errado, no entanto, ela não soube me explicar do porque pensa assim. Pelo que entendi de seus argumentos e sua lógica um pouco equivocada e distorcida, feminismo seria algo que distorcia os direitos iguais, dando livres vantagens as mulheres em detrimento dos homens, mais tarde em um programa fui obrigada a ver uma certa "filósofa" com argumentos parecidos, mas essa ia além, entre tanta incoerência e gagueira, entendi que segundo seu ponto de vista as mulheres não devem nada ao feminismo, e sim a democracia, e que o feminismo tirava a escolha daquela que gostaria de ficar em casa, cuidar da família, dos filhos, em tempo integral, de novo aquele velho discurso estava lá, "deveria lutar pela igualdade" em algum momento entendi que o machismo não era tão presente quanto as feministas alegavam.

Aqui entra a velha discussão dos últimos tempos, e que vem trazendo tantas e tantas dores de cabeça, as pessoas simplesmente não pesquisam, não buscam informações antes de tirarem suas próprias conclusões e saírem alfinetando movimentos, questionando protestos, arranhando imagem de quem luta. Feminismo luta pela igualdade dos gêneros, luta pelo colocamento da mulher ao lado do homem, luta pelas escolhas da mulher, se ela quiser ser CEO de uma multinacional, ou se ela preferir ser dona de casa. O importante é ter escolhas, e não foi pela democracia que hoje nós temos, não foi um homem lá do passado que de repente decidiu nos dar uma chance. Foi com lutas, protestos, bagunças, muita perseverança e minha cara filosofa, sinto em lhe dizer, nós devemos sim, e muito, ao feminismo.
E garota com quem eu discuti, se você quer igualdade, quer ser tratada como um ser humano e cidadã independente ser for mulher, se quer conseguir seus objetivos e não ser tratada como sexo frágil, você é feminista.

Feminista luta pela igualdade dos gêneros, pelas escolhas da mulher, pela colocação dos seus direitos como um ser humano, machismo é a posição do homem em detrimento da mulher, é a imagem de que o sexo masculino está acima dos gêneros, das opções sexuais, "da cadeia alimentar" e o femismo, tão extremo e burro quanto o machismo, é a supremacia feminina, a ideia de que homens não servem absolutamente pra nada. Ambos estão errados, aliás. Nós feministas não queremos a supremacia feminina, só queremos sermos tratadas como humanas, não como sexo frágil, ou como invejosas, ou fofoqueiras, ou objetos decorativos em uma sala de estar, e sim como humanas.

Pelo menos esse coração que bombardeia sangue pro meu corpo diz que é isso o que eu sou.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Seja diferente, ao invés de bonita

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Quando crescer, não seja aquela velha chata que fofoca dos vizinhos da rua, não seja aquela garota absurdamente comum que usa o boné do John John só por moda, não faça nada só por moda, não seja aquela que critica o diferente, com ideias ultrapassadas baseadas nos argumentos da sua vó, não seja aquele carinha chato sempre de terninho do escritório, aliás, até seja, mas mude de caminho de vez em quando, pegue uma rua diferente á cada semana para o escritorio. Conheça uma parte desconhecida da sua cidade, procure novos rumos. Inove. Renove-se, tente coisa que você sabe que não darar certo, mas tente, não cai pedaços, eu juro. Faça cagadas no seu cabelo, nas suas roupas, talvez aquele rosa choque fique bem melhor em você que esse castanho ai sem graça, tente, uma, duas, três vezes se preciso, o importante é tentar.

Não seja só mais uma garota "bunitinha" da sua turma, não procure er também, tente ser você, sem medos de julgamentos, sem medo da aceitação. Não seja comum, ninguém é, mas as pessoas tem medo de serem elas mesmas, tem medo de usar uma boina quando a moda é um boné. Use uma boina, escolha a cor, vai ficar linda com seu novo cabelo. Vista o que quiser, o importante é ser diferente. Aliás, meu conselho a você, seja diferente, seja a palhaça da turma, o bobo apaixonado, a nerd que senta na primeira fila, o idiota que se veste engraçado. Seja idiota, seja quem quiser ser. Só não seja comum. Porque gente comum é um pé no saco.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sendo iguais na diferença

O que reconhecer de familiar em um rosto estranho? Apesar de todas as diversidades é possível encontrar em traços desconhecidos pontos comuns que o aproximam daquele que deveria ser o seu oposto. Segundo a música Ninguém=ninguém dos Engenheiros do Hawaii, somos todos iguais o bastante para concordarmos cm a mesma mentira, ao mesmo tempo avaliarmos o mesmo quadro de ângulos contraditórios e formarmos opiniões diferentes. A importância dessas diferenças refletem nos dias de hoje, quando encontramos até mesmo nas ruas em avanço tecnológico ou cultural, a consequência de um pensamento individualista que atuou em sua área, destacando-se pela competência e dedicação, ás vezes o mesmo nível de avanço, no entanto, em áreas tão distintas.


É comum encontrarmos rebeldia em jovens e sensatez em anciãos, mas apesar desse ponto comum não raro se desenvolvem controversas, diferenças pequenas - como gostos musicais ou diferentes opiniões - que geram violência e desrespeito. Já virou comum encontrarmos em noticiários agressões contra homossexuais ou negros, ou até mesmo contra pessoas consideradas "iguais" ao seu agressor. Para uma geração considerada informada esse tipo de reação nos leva de volta á épocas passadas, para o tempo em que se era preciso ocultar sua real personalidade para dançar os mesmos passos de pessoas tão contrárias de nós. Se tudo fosse como antes, avanços que agradam á todos não existiriam, estaríamos presos na mesma dança, vivendo os mesmos problemas.

Respeito na verdade é a palavra chave para esta geração, onde tantos expõem seus gostos e opiniões, em um mundo globalizado respeitar diferenças não é mais questão de gentileza, é obrigação, com cabeças tão diferentes não se deve esperar nada menos que isso.