Sou uma garota insensível e chata quando o assunto é relacionamentos, provavelmente alguém ai já deve ter notado isso. Sou do tipo que leva tudo pro lado da ironia e não acredito quando um garoto pede meu numero só porque sou simpática. Talvez meu decote tenha ajudado um pouco, ou meu sorriso, ou o monte de promessas que levo nos meus olhos. Um ou outro. Mas não acredito em relacionamentos, ou no que julgamos sentir, ou no quanto aquele cara disse que sou diferente e especial, ou na sua promessa de fidelidade.
Não sei nada sobre o amor de novelas, dos livros, ou nas promessas eternas, o pouco que tive nos ultimos anos foram o suficiente pra provar o quanto machuca e doi. Talvez foi somente azar meu, que procurou nos lugares errados. Nas pessoas erradas. Ou não era pra ser. Mas não acredito nas juras eternas, e quando a frase "eu te amo" cai em cena, geralmente gelo da cabeça aos pés e procuro a porta mais próxima pra pular e fugir. Sou covarde quando se tem que por o coração no meio. Me assusto, corro, fujo, invento desculpas e faço questão de perder o telefone.
Pra mim, amor está ligado a algemas, a possessividade, a destruição da independencia, ao fim dos bares e acasos. Gosto da liberdade, de poder flertar com alguem, de me sentir inteira e bem. Não nasci pra algo tão clichê ou remoto como amor, não sei nada sobre ele, e o tenho em baixa conta, e o tenho com um medo, e insegurança de não ser o suficiente, de me perder pra alguem que não se encontra. De deixar de ser. Amar alguem comum e tão cliche, que pode ser encontrado em qualquer esquina, com ideias comuns e roupas bregas, que escreva shopping com 'ch', que escute sertanejo, que ache o Roberto Carlos o melhor canto do mundo, que seja contra política e compartilhe selfies e mais selfies no facebook.
Pior que o amor, só quem você está amando.
Não sei nada sobre o amor de novelas, dos livros, ou nas promessas eternas, o pouco que tive nos ultimos anos foram o suficiente pra provar o quanto machuca e doi. Talvez foi somente azar meu, que procurou nos lugares errados. Nas pessoas erradas. Ou não era pra ser. Mas não acredito nas juras eternas, e quando a frase "eu te amo" cai em cena, geralmente gelo da cabeça aos pés e procuro a porta mais próxima pra pular e fugir. Sou covarde quando se tem que por o coração no meio. Me assusto, corro, fujo, invento desculpas e faço questão de perder o telefone.
Pra mim, amor está ligado a algemas, a possessividade, a destruição da independencia, ao fim dos bares e acasos. Gosto da liberdade, de poder flertar com alguem, de me sentir inteira e bem. Não nasci pra algo tão clichê ou remoto como amor, não sei nada sobre ele, e o tenho em baixa conta, e o tenho com um medo, e insegurança de não ser o suficiente, de me perder pra alguem que não se encontra. De deixar de ser. Amar alguem comum e tão cliche, que pode ser encontrado em qualquer esquina, com ideias comuns e roupas bregas, que escreva shopping com 'ch', que escute sertanejo, que ache o Roberto Carlos o melhor canto do mundo, que seja contra política e compartilhe selfies e mais selfies no facebook.
Pior que o amor, só quem você está amando.